

Líder da oposição está em Brasília participando do Congresso do PCdoB
Mesmo participando como delegada do 16º Congresso Nacional do PCdoB, em Brasília, o que a impediu de estar presente na audiência pública da Câmara Municipal sobre o PLE 424/2025, na manhã de quinta-feira (16), a líder da bancada da oposição, vereadora Aladilce Souza, fez questão de se dizer “escandalizada” com declarações do prefeito Bruno Reis. Em entrevistas à imprensa, ele continua afirmando desconhecer recomendações do Ministério Público, assinadas pela promotora Hortênsia Pinho, dirigidas ao Legislativo, sugerindo a suspensão da tramitação dos projetos 175/2024 e 424/2025, do Executivo, que “de forma camuflada” alteram a LOUOS e o PDDU. A primeira recomendação foi endereçada aos vereadores em 9 de setembro e a segunda dia 8 de outubro.
Na audiência da Câmara, a promotora Hortênsia voltou a recomendar a suspensão das matérias e reafirmou que o Executivo está “fatiando o PDDU”, através desses projetos, em vez de revisar a legislação em vigor. Em claro sinal de pouco caso, o prefeito disse que ia “verificar quais são as recomendações, quais são os argumentos do Ministério Público para tomar essa decisão”, voltando a negar que tenha tentado aprovar a construção da Via Atlântica em área de preservação do Vale Encantado. Segundo ele, as denúncias da oposição e grupos ambientalistas não passam de “fofoca e fuxico” em busca de “curtidas, likes e seguidores”.
Nervoso
Para Aladilce, “quando as pessoas não têm argumentos, não podem revelar suas verdadeiras intenções, fazem como o prefeito Bruno Reis está fazendo, partem para desqualificar a opinião de outras pessoas, o trabalho das outras pessoas”. E reafirmou que na primeira versão do PLE 175 enviada à Câmara constava no mapa a Via Atlântica: “Não é fake News. Depois eles retiraram, publicaram outro retirando, mas o original tinha. Se o prefeito quer realmente preservar o Vale Encantado, deve fazer um decreto delimitando e o regulamentando como Refúgio de Vida Silvestre”.
Em relação ao PLE 424/2025, a líder da oposição classificou como “um escândalo” a liberação do gabarito na Orla Atlântica, sem estudo de sombreamento, permitindo prédios de até 50 andares, “onde a gestão considerar como área deteriorada”.
O prefeito Bruno Reis, provoca Aladilce, “em vez de ficar nervoso, acusando e desqualificando as pessoas, deveria abrir o processo de revisão do PDDU. Mas o que ele está fazendo, na verdade, é um golpe no PDDU, é um golpe na cidade! Empurrando para a Câmara pacotes de projetos que alteram os parâmetros de toda a cidade, privatizando a gestão e espaços públicos, favorecendo a especulação imobiliária, beneficiando aqueles que já lucram muito às custas de recursos públicos, como fez com a desafetação de mais seis áreas da cidade, para vende a gente não sabe para quem, nem onde vão ser aplicados esses recursos. Se fosse um gestor comprometido com o desenvolvimento de Salvador, deveria estar fazendo o dever de casa, abrindo o debate público transparente com a população, porque essa cidade não é dele, a cidade é de todos e todas, a cidade é daqueles que no dia a dia constroem Salvador”.
