Fotos: Fabiana Guia

Aladilce participou da Marcha do Silêncio e da entrega dos atestados de óbito das vítimas do regime militar

Em tempos de ameaça de retrocesso, de defesa aberta de candidaturas fascistas, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) participou nos dias 31 de março e 1º de abril de atividades pela passagem dos 62 anos da ditadura militar, como a entrega dos atestados de óbito retificados às famílias das vítimas do regime, na Reitoria da UFBA, e a Marcha do Silêncio, da Praça da Piedade ao Campo da Pólvora.

Na sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (31), ela foi à tribuna registrar que “esta é a data mais terrível que nós tivemos no último século”. Relembrar os 62 anos do 31 de março do golpe militar, para Aladilce, é uma obrigação de todos que defendem a democracia no Brasil, “para que não se repitam os horrores da ditadura”.

Tempo de horror

O regime militar, que durou 21 anos, segundo ela foi um período de triste lembrança: “Foi um tempo de horror que vivi como criança, adolescente e no movimento estudantil. Uma fase que deixou sequelas, deixou traumas muito grandes, porque foi um regime sanguinário, que matou, que torturou e que infelicitou o Brasil, e além de tudo, levou nosso país a uma situação de crise econômica profunda”.

Aladilce desejou que a democracia, consolidada no país com a Constituição de 1988, seja mantida nas eleições deste ano com a reeleição do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. “Não podemos correr o risco de retrocesso, de revivermos o terror de forma ainda pior, porque a ameaça que estamos enfrentando agora é de fascismo. Que nunca mais o Brasil volte àquela situação de retrocesso. Pelo contrário, a gente precisa é avançar no rumo da democracia”, declarou a vereadora.

Em seguida ela acompanhou a entrega dos atestados de óbito retificados às famílias das vítimas do regime militar, na Reitoria da UFBA, uma confirmação de que o Estado finalmente reconhece a verdade: “Um passo fundamental para fazer a justiça para tantas e tantos. A memória documental importa e faz parte do grito de quem não aceita mais retrocessos. Nesta tarde de 2026, nos unimos para honrar a memória de quem lutou pela nossa liberdade”.

Na concentração para a Marcha do Silêncio, Aladilce destacou: “Estou aqui por quem não pode mais estar. E convido você a se juntar a nós nesse silêncio atento, porque a democracia se constrói com memória e verdade. Vamos caminhar lado a lado pela memória e pela justiça. Ditadura nunca mais. Democracia sempre!”.

Autora: Monica Bichara

Mônica Bichara é jornalista, com atuação na política de Salvador, Bahia. Formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), iniciou carreira jornalística em veículos como o "Jornal da Bahia", cuja história de resistência a fascinava . Sua trajetória inclui experiências em redações e assessorias de comunicação, com foco em temas sociais e políticos. Além da atuação profissional, atua na militância social e em defesa do meio ambiente. Escreve para o blog Pilha Pura.

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