Foto: Victor Queirós
Os últimos casos de feminicídio registrados na Bahia, um em Lauro de Freitas na noite de terça-feira (19) e outro em Ilhéus, no final de semana, envolvendo três mulheres, na opinião da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), “além de nos deixar estarrecidos, acende um alerta de que é preciso fazer mais, reforçar as políticas públicas voltadas para a segurança das mulheres, sobretudo das que estão sob medidas protetivas”. Agravar as penas, ampliar a rede de proteção, agilizar o socorro ao menor sinal de violência, são sugestões que ela considera importante analisar.
“Não podemos mais nos limitar a denunciar, a cobrar apuração, rigor nas investigações. Chegamos a um ponto em que é preciso encarar o problema com profundidade, ouvir as mulheres, as vítimas que sobreviveram, para que contem o que poderia ajudar a salvar vidas”, argumenta a líder da bancada de oposição na Câmara Municipal.

Só este ano já foram 60 casos de feminicídio registrados na Bahia, segundo a Polícia Civil. No ano passado foram 106. “Um cenário inaceitável, que precisa urgentemente de uma força-tarefa para encontrar soluções, buscar novas formas de combate, para inibir tanta brutalidade”, observa Aladilce.
“Que a morte da contadora Laina Guedes, de Lauro de Freitas, das professoras Alexandra Suzano e Maria Helena Bastos, e da estudante Mariana Bastos, em Ilhéus, não fiquem impunes”, declarou, colocando seu mandato à disposição para ajudar na tarefa de identificar políticas públicas que possam dar mais segurança às mulheres, maioria da população em Salvador.
