Vereadora pede apuração rigorosa e punição à SSP e Ministério Público

“Revoltada e indignada com esse absurdo. Não podemos permitir em nossa cidade apologia ao crime de extermínio de comunidades inteiras, do Bairro da Paz e do Planeta dos Macacos, em São Cristóvão. Isso é aporofobia, é crime e é assim que esse caso deve ser tratado, apurado com rigor e punido, para que não funcione como incentivador de outros atos igualmente bárbaros, na cidade mais negra fora da África”. O desabafo é da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), apelando à Secretaria de Segurança Pública e ao Ministério Público do Estado por investigação rigorosa para responsabilização dos envolvidos no ato realizado em frente à Reitoria da UFBA, no último domingo (27), quando o “bolsonarista” Davi Pirajá, presidente local do partido Missão, propõe abertamente “entrar nessas favelas e fazer um banho de sangue, uma chacina”.

Professora da UFBA, Aladilce frisa que a universidade é federal e “um espaço da ciência, da educação, da cidadania, que deveria ser respeitado, mesmo do lado de fora, quanto mais nas escadarias da nossa Reitoria”. Candidata à suplência do senador Jaques Wagner (PT) na chapa majoritária de apoio à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo, ela enfatiza que esse comportamento preconceituoso “é característico do bolsonarismo, um movimento de ódio à diversidade e às minorias, de rejeição aos avanços da democracia, do progresso das comunidades”.

Ainda mais indignada, a vereadora do PCdoB diz que esse é o perigo que ronda o país, sobretudo a Bahia, “caso prevaleça nas urnas o pensamento retrógrado desses grupos de extrema direita que apoiam o bolsonarismo e, consequentemente, o candidato dele no estado, o ex-prefeito ACM Neto”. E lembra que o próprio presidente Lula comparou em entrevista recente: “Bolsonaro liberou um bilhão de balas. Eu liberei 213 milhões de livros”.

 

Autora: Monica Bichara

Mônica Bichara é jornalista, com atuação na política de Salvador, Bahia. Formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), iniciou carreira jornalística em veículos como o "Jornal da Bahia", cuja história de resistência a fascinava . Sua trajetória inclui experiências em redações e assessorias de comunicação, com foco em temas sociais e políticos. Além da atuação profissional, atua na militância social e em defesa do meio ambiente. Escreve para o blog Pilha Pura.

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