Fotos: Victor Queirós

“O 22 de novembro entrará para a História do Brasil como o dia em que o STF mostrou que ninguém está acima da lei e que ninguém pode ignorar os poderes constituídos”. Assim a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da bancada da oposição, definiu, na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (24), a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro por ter violado a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar, queimando com ferro de solda.

A tentativa de despistar o monitoramento, na madrugada do dia em que seria realizada uma manifestação contra a prisão de Bolsonaro, na opinião de Aladilce, foi um forte indício de que o ex-presidente se preparava para fugir. Por isso mesmo, considerou a decisão do ministro Alexandre de Morais, com o aval da PGR, “justa e necessária para evitar a possibilidade de fuga”.

E frisou: “Ele foi recolhido dentro da legalidade. Havia um risco de fuga, e essa possibilidade precisava ser evitada. Ninguém está acima da lei e isso precisa ficar bem claro para a sociedade”.

Autora: Monica Bichara

Mônica Bichara é jornalista, com atuação na política de Salvador, Bahia. Formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), iniciou carreira jornalística em veículos como o "Jornal da Bahia", cuja história de resistência a fascinava . Sua trajetória inclui experiências em redações e assessorias de comunicação, com foco em temas sociais e políticos. Além da atuação profissional, atua na militância social e em defesa do meio ambiente. Escreve para o blog Pilha Pura.

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